Um terreno baldio que ninguém bem sabe a quem pertence. No terreno garrafas plásticas contorcidas, vidro pintado, pneus cadeiras e móveis criados com peças eletrônicas quebradas, fogo e luz de vela.
Arames farpados em uma peça de madeira talhada repousam encostados junto a uma mangueira, pessoas espalhadas pelo terreno fazem, falam e escutam sem parecer se importar umas com as outras, numa espécie de comunhão.
Na entrada uma faixa pendurada anuncia:
“Sexta-feira convida a todos para celebrar a noite”
Começam a chegar mais um monte de gente, ninguém parece estar perdido, a lua ilumina e o céu estendido e estrelado faz fundo a fumaça do fogo que se dispersa dançando no ar.
As velas em peças trabalhadas tornam o ambiente mais curioso e iluminado, enquanto um violeiro toca sentado em um caixote de frutas, o bêbado sorri em volta da fogueira e dança como um lobo solitário.
Sabugos de milho são assados no fogareiro de tijolos e galhos.
Crianças entram no terreno para brincar na oficina e no meio de um fogo de gente que já dança e brinca com o bêbado, descontraídos.
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