Permita-me deslizar os dedos, afagar teus louros cachos
Olhar o vento sacudir os galhos e ouvir o som das folhas que tocam folhas e chão
Pausar o tempo
Esquecer-se da seriedade da vida
Fumar um cigarro tragando o desperdício
Louvável carga cerebrina, amontoado de idéias e livres pensamentos
A leveza das coisas simples onde tudo é sensível, tudo é tão pesado que ficar em pé cansa, para evitar jogar fora algo, repousa sentado.
Certa vez esqueceu a janela aberta e foi dormir. No pino da madrugada em um susto repentino notei minha alma alçada em curtas asas pela janela evaporando com o ar.
Minha ossada, corpo sem alma não é nada, na cama estava e ficou.
Engana-se quem acreditar que somos o que a aparência nos dá.
No futuro quando a pele começar a maracujá, tu verás que perecível é aquilo que os olhos alcançam e como todo perecível um dia estraga, morre e na terra seca.
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