Triste é morrer sem ser notada
E todas as palavras engolidas
Areia na boca, enterrada viva
Não aventurou se em suas paixões
Nos olhos monotonia
Idéias cerceadas, desuso que atrofia
Pegas te o trem da madrugada
Trilhos que a levariam ao nada
A sua espera Flores, Essências e Exóticas Cores.
No peito um Cravo, o beijo de Marcos
Saudosismo por um amor que nem deverás sentia, nem nunca vivera.
No trem a música que já para de tocar
A batida do coração que desacelera
Pela janela avista-se o mar
Como seria lá estar de pés descalços,
Cigarro nos lábios a entrar nas profundezas das águas
Caminhar ao lado de peixes e arraias, corais, baús e colares de pérolas.
As flores azuis do vestido estão mortas. Lembra se do bilhete deixado na porta:
“Estou a passear pelos jardins do bem e do mal, cultivarei flores transfiguradas com pele humana, usarei o corpo que ficará para trás como cobaia.” Marta
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