Bárbara

Sobre uma pedra, sentada a garota olhava as águas

As ondas, o mar em sua imensidão

Sob o céu a escurecer, tempo e corpo

Nos devaneios juvenis, na verde solidão

Pensara em tudo que havia a escondido

O porquê das coisas maduras demais

Que agora aparecem como desconhecido.

O amor desmistificado, seco, sem mágica

A vida nua, despida de encanto

A realidade bárbara

Os olhos vertiginosos, molhados, lágrimas

Perder-se e descobrir-se

Acordar no meio da noite

E não achar ninguém

Ouvir apenas o próprio coração

Ser um novo alguém.

A garota foi embora

Mergulhara nas profundas águas

Afogara-se

Após uma noite

Ressurgiu ela

Olhara em torno da praia

A textura do espaço

O recorte do mundo

Bocejou, pensou e disse:

- sou aquilo que era e hei de ser agora uma mulher, carrego no peito uma vida perdida e no ventre uma nova vida...

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