Amora comigo morango

Amora comigo morango, uma aventura pela tragédia da filosofia.
Amora comigo morango, um livro que não existe. Uma história não contada, a parte íntima de um romance nunca acabado. Afinal o que seriam amoras comigo morangos se tivesse fim?
A delícia do chocolate combinado com o sabor silvestre das frutas vermelhas. Amora comigo morango é um site de relacionamentos onde a humanidade se relaciona com a natureza, a plataforma do futuro.
Um lugar distante onde os pequenos passos nunca alcançaram. Um gato lavando roupa na bacia os trajes de um morador de rua em frente à galeria do rock, amora comigo morango?
A publicidade versando a loucura. Aqueles pequenos países africanos e uma boa noite de sono em um hotel europeu, amora comigo morango é um filme que nunca será rodado por falta de investimento e direção. O roteiro inclui amoras comigo morangos e um belo par de seios com mamilos rosados e uma língua que lambe morangos comigo amoras. Um assalto.
Malotes, caixotes, e humanos pelados falando ao celular e tomando cerveja numa praia de nudismo, amendoins torrados e férias remuneradas, loiras geladas e um mirim pedindo esmolas, amoras comigo morango. Um projeto.
Carreira de sucesso e filhos batizados. Igreja Ortodoxa de um país expatriado. Não se ouve a democracia nem nos ritos nem nos mitos pagãos que evocam e gozam com os corpos, amoras, comigo morangos que é compulsivo e hipertenso.
Congestionamento de bicicletas ecológicas, transportes coletivos e parques eólicos. A fábrica que fechou as portas e as portas que abriram as prisões. A fuga que fugiu de avião fretado, as mulas do tráfico. Barrigas cheias de cocaína. O táxi parou e a boca que escondia um bigode gritou: - Amora!
Vadias e vassalos, reis e rainhas, senhores e senhoras, homens e travestis, crianças e religiões e o mundo inteiro!
Uma música e um acorde no violão embalam a campanha amora comigo morango a fábula da cigarra e a alegoria da caverna. A maça.
Nuvens macias e algodões, programas idiotas de televisão, prostitutas e a rua augusta. Consolação e o consolo oral, anal, falo tomada porque afinal quem lembra das amoras comigo morangos?
Que tédio...

CracK, pedras no caminho

Tendo observado a crescente onda de usuários de crack não somente no bairro onde resido mais também em todo o Brasil e em muitos outros países, casos e mais casos de desestruturação familiar, violência e vidas perdidas em nome do crack, pedras no caminho de viciados do mundo inteiro. Decidi então escrever esse artigo, não no sentido de fazer disso uma campanha preventiva - o que exige muito mais que um artigo e muitos outros esforços - mas sim um informativo que poderá ser usado por quem quer que seja e para que seja.
O que é o viciado?
Vícios existem muitos, drogas existem inúmeras, as drogas farmacêuticas receitadas por médicos, as drogas naturais receitadas pelo povo, enfim inúmeras drogas legais e as ilegais, aqui resumem comentar acerca das drogas ilegais, mais precisamente o crack, o que é o crack? Crack é o nome dado à droga produzida a partir da pasta-base de cocaína, adicionada a um punhado de bicarbonato de sódio, um pouco de água e toda essa mistura é levada ao fogo resultando daí à pedra bruta: o crack. Uma droga cinco vezes mais forte que a cocaína e com alto poder de deixar dependente quem dela alguma vez experimenta - não é o meu caso – pois já tive experiência com essa droga e nem por isso tornei-me um dependente, e sinceramente não achei nada de interessante na “viagem” de fração de segundos que o crack proporciona. Isso longe de ser uma propaganda que busque com que mais pessoas experimentem essa droga é uma amostra de que como eu muitos outros experimentam o crack como muitas outras drogas e não sentem prazer algum e assim não voltam a usar nunca mais e acredito até que assim desfazem-se muitos mitos e tabus referentes a certas drogas e toda propaganda positiva feita por viciados dessas, e em algumas rodas de “amigos” que se comenta sobre drogas irresponsavelmente e chegam até a incentivar outros a usarem equivocadamente. Drogas ilegais são como todas as demais drogas exigem esclarecimento e responsabilidade antes de qualquer contato, ingestão ou experimento. Aqui deixo uma crítica às autoridades políticas, religiosas, familiares, judiciais, policiais entre outras quanto ao fato de que por mais que proíbam certas drogas isso nunca historicamente evitou o consumo das mesmas, lei seca na América do norte e os contrabandistas e locais de venda e consumo de bebidas contrabandeadas, lei de proibição de bebida combinada à direção no Brasil e a enorme quantidade de casos de acidentes envolvendo consumo abusivo de bebidas e direção perigosa. Por mais que se proíba por um lado e se faça propagandas de bebidas alcoólicas até nas manhãs junto a desenhos animados, combinado a corrupção policial para passar motoristas embriagados em paradas policias é conhecido de todos e sabido de que é ineficaz e não soluciona o problema. A questão são valores, respeito, conhecimento e responsabilidade. Enfim sem esclarecimento, educação e transformação de valores, prevenção não somente com propagandas publicitárias, mas também nas relações familiares, nas relações entre indivíduos e entre esses e as autoridades, entre os órgãos públicos, não podem continuar a ser pautadas em códigos judiciais, legais, autoritarismo cego e sem consciência, sem respeito e sem conhecimento, prevenir é informar, esclarecer, levar a conhecer, trazer a luz o mito, o tabu, prevenir é obra que tem de ser construída pela família, escola, meios de comunicação, organizações, por todos. Para terminar a questão o que é o viciado, viciado é aquele que usa, compra, ingere, exercita, pratica seja lá o que for compulsoriamente, sem conhecer o exagero, o limite, as tênues linhas que demarcam as nossas atividades e práticas existenciais e que devem ser respeitadas e conhecidas, tem de existir limites para tudo, para trabalhar, para o lazer, para o esporte, para o ócio, para o sexo, para as drogas, para a brincadeira, para dormir, para o descanso, para os estudos e até mesmo para a fé. Caso contrário se não respeitarmos essas linhas, algo faremos em excesso enquanto outras coisas não iremos nunca fazer ou iremos insuficientemente fazer. Assim podemos pensar em fazer ou praticar tudo aquilo que nos dá prazer, nos faz sentir bem, e também não se esquecer de ajudar a coletividade, produzir e manter-se membro da sociedade, aprender e conhecer o mundo com nossos olhos sempre atentos e esclarecidos, tudo obedecendo às tênues linhas, as medidas comedidas, conscientes e respeitando nosso corpo, nossa família, nossos amigos, nosso trabalho, a escola, os deveres e as obrigações para que com os outros e as outras coisas que fazemos, conhecendo sempre nossos direitos imanentes e naturais por estarmos fadados à liberdade incondicional, sempre que isso for possível e de acordo com nosso conhecimento e limites dados por nós mesmos a partir de informações e experiências adquiridas de todas as formas e por todos os lados. Caso contrário não iremos medir nossos limites por conta de leis que se quer conhecemos e defendemos, não iremos deixar de fazer algo por conta de algo ser alvo de pré-conceitos ou julgamentos hipócritas advindos de outros que não mereça nosso respeito e confiança, assim mesmo deixo que todos saibam que o viciado é um estereótipo, uma invenção sócio política, um projeto de alguém que nunca será você, eu ou quem quer que você conheça. Pois antes de tudo o viciado sou eu, você e toda a sociedade, autoridades, desejos, vontades, abusos e extravagâncias, quem é que não tem um vício? De comprar, de vender, de usar, de fazer, de ser o que não é, de beber, de fumar, de mentir, de enganar, e até mesmo de roubar dinheiro público. Cada viciado antes de ser analisado exige uma postura critica e não comparativa, para que tenhamos conhecimentos e tratamentos específicos para cada viciado, e não estereótipos e tratamentos pré-conceituosos. Associar “o viciado” ao crime organizado, ao tráfico, a bandidagem e a toda violência social é leviano, irresponsável e ignorante, pois se quer existe “o viciado”. O que existem são viciados e para cada um quer queiram quer não se trata de uma pessoa normal, porém doente e como tal necessitando de um tratamento especializado e não somente médico, mas que envolva também família, sociedade, amigos, outras associações e grupos. E antes disso precisa por si só entender que precisa de tratamento, aceite ajuda e seja voluntário e parte ativa no processo de reabilitação própria. Sendo assim o viciado é alguém que merece respeito, que precisa de ajuda, conhecimento e tratamento, porém nem sempre a família, amigos, sociedade e autoridades estão esclarecidas disso e também acerca de toda problemática que envolve os viciados e seus respectivos casos específicos. O viciado em crack Como muitos usuários afirmam a onda do crack é queimar suas pedras e viajar nas imagens que a fumaça cinza forma quando emana dos cachimbos. Esses podem ser improvisados com latas de refrigerante ou cerveja vazias (o flandres), ou até mesmo maricas feitas de cano de pvc para os mais criativos e hábeis. O crack pode ser queimado também junto com maconha ou fumo de cigarro comum, misturado e enrolado em um papel qualquer ou seda de guardanapo, assim é a cigarrilha conhecida como: mescla, melado ou mesclado, varia o nome dado a cada droga de região para região do país. Os viciados em crack geralmente diferem dos viciados em outras drogas pelo efetivo afastamento que estes adquirem após graus de vício que não deixam o indivíduo pensar em nada mais a não ser na próxima pedra e medir toda sua existência a partir do tamanho das pedras, como bem disse Uchôa - autor do livro “Crack: o caminho das pedras” ed. Ática 1996 – No jogo do aspira, prende e solta não há vencedores ou perdedores, o que há é o jogo cruel que a sociedade assiste muitas vezes perplexa e desinformada, sem conhecer acerca do jogo complexo das drogas, sendo pega muitas famílias às vezes de surpresa e sem preparação ou informação, com casos de membro da família envolvido com crack levando a desestruturações familiares e individuais de alcance inimagináveis para quem não enfrenta casos semelhantes, tendo objetos de casa sendo pegos por viciados da família para troca por crack, fuga de qualquer outra relação familiar por parte dos viciados, lassidão, irresponsabilidade e violência contra o próprio corpo assustam quem presencia casos assim. Ao mesmo tempo os viciados mantêm uma espécie de outra vida quando pensados em seus próprios mundos individuais, cooperação entre viciados para compra de drogas para consumo coletivo, camaradagens com outros viciados e solidariedade entre eles é notado logo nos primeiros contatos. Aprendizagens, linguagens, comportamentos e práticas existenciais que mereceriam outro artigo ou até mesmo um livro para expor todas essas relações e ambientes que envolvem os viciados, sejam eles os de baixa renda ou até mesmo os mais abonados e viciados afortunados envolvidos com o crack e com os demais viciados. A ligação entre esses grupos de indivíduos socialmente e economicamente diferentes é comum para eles, e se dá de tal forma não vista em nenhuma outra atividade social ou coletiva, altamente curioso e que mereceria uma investigação própria em outros trabalhos de pesquisa. Enfim traçar os viciados em crack é tão difícil quanto traçar os viciados como um todo. Espero ter contribuído de alguma forma com esse artigo e espero contatos e comentários de quaisquer espécie e teor crítico.

Fernando Carpaneda

Solomon Dimensão:20x18x13cm Ano: 2009
Meu cu pro Vaticano! Retrato do modelo Júlio contra as proibições ao casamento gay e a homossexualidade. Dimensão: 17x15x13 Ano: 2003 fernando carpaneda

Александр Михайлович Родченко

To the demonstration - 1928 Gathering for the demonstration in the courtyard of the VChUTEMAS (Higher Institute of Technics and Art) - 1928 Balconies. 1925 Alexandr Rodchenko

Marília Viegas

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Mário Eloy

MÁRIO ELOY (1900 – 1951 Mário Eloy de Jesus Pereira)
 
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