Carta estúpida

Hoje nada passara de coisas simples demais
Simples e encantador, em tudo irei ver beleza.
Como num último toque, um último beijo
Tudo será fácil e em tudo irei ver valor,
Especial, um canteiro, uma flor
Nos trajes das putas, nas placas, no vento.
Vento que corta como foice sonhos
Nos olhos nuvens flageladas. Queria que você estivesse por aqui,
Visse as cores da face de Deus, a desconformidade dos traços do homem,
Desespero que cheira fumaça perturbada.
O suor do sujeito varre ilusões, intolerância, ganância, corpos fracos e esquecidos, como uma vassoura varre toda a complicação das coisas que ontem me valia ouro, valia-me a vida, hoje estão a serem varridas, com o suor da cabeça do nego.

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