I
Lembramos da vida quando esbarramos com a morte, quando alguém falece a noticia corre sem pernas.
Não há tecnologia que ultrapasse a velocidade das línguas donas-de-casa, dizem:
“Noticia ruim corre rápido” por isso no telejornal tudo é em tempo real.
Ironizamos o tema morte, mas quando se trata de alguém que amamos, da perda de um ente querido à ironia é mergulhada em dor.
Uma dor que não fere a carne, mas uma dor que faz a alma padecer em lágrimas, dor que faz lembrarmos dos tempos de outrora, sorrisos e costumes, episódios que só nós temos conhecimento.
Existe uma história na qual somos o próprio acervo.
Neste momento daríamos tudo que possuímos por um último beijo, um último abraço e cheiro. Nisso não perderíamos em nada porque seriam os últimos gestos de carinho respeito e afeto. Últimos...
II
A força que nos dá a vida nos move, nos faz sorrir e chorar, fortes e fracos ao mesmo tempo. O amor é essa força.
E quando alguém que amamos embarca na grande viagem todo o acúmulo de amor dessa pessoa explode em múltiplos fragmentos, que é depositada nos corações daqueles que ela amou. Ela partiu, mas deixa semeado no coração dos que ficam uma parte de seu amor em nome do amor que por ela fora ofertado.
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