Madrugada de horrores

A madrugada estava tão excitante quanto uma virgem vestindo a própria nudez desflorada.

Estava ele perdido em ruas pouco iluminadas, vagueando em devaneios privados.

Uma névoa encobria sua sensatez, loucos cotidianos. Individualista ao extremo, solidão como companhia, Prozac e outras pílulas são suas amantes. Contra a insônia nada funciona, exceto sono.

Queria ser Deus por um dia, obras de barro, abismos, mulheres, lançar chamas contra encéfalos podres com um brado retumbante ensurdeceria a loucura e dançaria um tango com a morte, tomando um absinto e tragando a vida, choraria o tempo e não lamentaria.

Correr nu derrubar edifícios com sopros e esbarrões. Gargalhar e boa noite, que as trevas domem a essência humana.

Embriagado com a perplexidade do vácuo, sentado no alto de uma colina.

Desligando o aparelho de televisão.

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