Séc. XXI

Um ponto a história

Um chip reviravolta

Silêncio

O homem a natureza

Autonomia uma certeza

Revolução

Quantas vezes choraram por quais motivos tais prantos.

Chorar por não ter matado

Lágrimas por não ter morrido

A morte caminha com os outros.

Homem lixo

expulso do meio

jogado as margens

de rios podres

esgoto a céu aberto

na lata o crack

fumaça na cabeça

pistola na cinta

um grito

quem pede socorro?

A barriga cresce:

a revolta engorda

ela toma veneno

a criança morre

o instinto materno

deu lugar ao desespero

de viver e dar a vida

a uma criança

que já nasceu morta.

[A juventude traga o desperdício

e os olhos marejados

não são lágrimas à-toa].

“Aqueles que dão voz ao coração e deitam em terrenos para observar nuvens que passam no céu, que pensam no amor e na liberdade, não enquanto direito, mas enquanto condição e vida, logo saberão que não estão em casa.”

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