Um ponto a história
Um chip reviravolta
Silêncio
O homem a natureza
Autonomia uma certeza
Revolução
Quantas vezes choraram por quais motivos tais prantos.
Chorar por não ter matado
Lágrimas por não ter morrido
A morte caminha com os outros.
Homem lixo
expulso do meio
jogado as margens
de rios podres
esgoto a céu aberto
na lata o crack
fumaça na cabeça
pistola na cinta
um grito
quem pede socorro?
A barriga cresce:
a revolta engorda
ela toma veneno
a criança morre
o instinto materno
deu lugar ao desespero
de viver e dar a vida
a uma criança
que já nasceu morta.
[A juventude traga o desperdício
e os olhos marejados
não são lágrimas à-toa].
“Aqueles que dão voz ao coração e deitam em terrenos para observar nuvens que passam no céu, que pensam no amor e na liberdade, não enquanto direito, mas enquanto condição e vida, logo saberão que não estão em casa.”
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