Estou perdido, jogado ao ermo
Alguém me escarrou, ninguém me inspira
Entrada involuntária, pouso de emergência
- Não acho saída.
Sento no solo contaminado
Vejo uma grande esfera
Que na cara me esfrega, dor.
Seu exterior é estereotipado
Seu interior, ludíbrio alternado
O estômago frouxo, exaurido de fome
Homem comendo homem
Não é homossexualismo, é fome!
As palavras correm da criatividade masoquista
Escondem-se embaixo da pia
São pegas, decapitadas, transformadas em ódio
Lágrimas e uns três quartos de merda.
Conjunto coeso sumiu, poema inacabado
Confuso, carregado de defuntos de entes queridos
Palavras mortas
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