Guilhotina poética

Estou perdido, jogado ao ermo

Alguém me escarrou, ninguém me inspira

Entrada involuntária, pouso de emergência

- Não acho saída.

Sento no solo contaminado

Vejo uma grande esfera

Que na cara me esfrega, dor.

Seu exterior é estereotipado

Seu interior, ludíbrio alternado

O estômago frouxo, exaurido de fome

Homem comendo homem

Não é homossexualismo, é fome!

As palavras correm da criatividade masoquista

Escondem-se embaixo da pia

São pegas, decapitadas, transformadas em ódio

Lágrimas e uns três quartos de merda.

Conjunto coeso sumiu, poema inacabado

Confuso, carregado de defuntos de entes queridos

Palavras mortas

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