A história do corpo marginal

As primeiras formas de existência nos revela que o corpo, na pré-história vivia em comunidades nômades, sem estado ou qualquer economia tal qual como concebemos hoje, eram corpos coletores e caçadores, quando os recursos naturais de um lugar se extinguiam e tornavam-se insuficientes, esses grupos migravam em busca de novas fontes naturais para a sobrevivência em outras áreas, nesse 'ciclo' a natureza ganhava espaço para se reconstituir, até que outras comunidades ou o mesmo grupo que já passará uma vez pudessem retornar e novamente colher e caçar e voltar a vida nômade novamente, sem ponto fixo em território algum, sem propriedades, sem estado, conhecido esse estágio histórico como comunismo primitivo. A história então evolui, a agricultura nasce e a criação de animais tornam-se conhecidas do corpo, de nômade ele se torna sedentário, a organização social agora não é mais de comunidades primitivas, agora existem famílias, sociedade de famílias, a religião enquanto instituição acaba com os rituais, mitos e pensamento cosmológico dos primitivos para instaurar os dogmas, a moral para uma vida além túmulo, da família nasce o clã que possuem as propriedades, os guerreiros para a proteção das terras e seu domínio, a igreja domina a alma e detém mais propriedades, assim torna-se a mais poderosa instituição dentro do feudalismo, de clero, nobreza e servos. O capitalismo é uma evolução desse feudalismo, uma conseqüência dos burgos que nasceram em volta dos feudos, esses burgos organizavam feiras que deram origem a mercados, que substituíram o escambo, que fizeram o mundo comercializar mercadorias através do dinheiro, e do trabalho servil nasceu o trabalho assalariado, a propriedade e o lucro fez com que países ricos colonizassem terras no 'mundo novo', convertessem 'selvagens' em cristãos, saqueassem essas terras atrás de riquezas sejam elas minerais, naturais ou animais, a escravidão era o braço forte dessa economia perversa, a igreja via nisso a possibilidade de converter o mundo a uma religião, a burguesia via a possibilidade de lucrar saqueando terras distantes e vendendo seus produtos através dos mares para países ricos do 'velho mundo', aos escravos, índios e trabalhadores restaram a marginalidade tal qual se encontram ainda na contemporaneidade.

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